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Prova feminina teve vitória da Etiópia
Autor: Divulgação

No feminino, a etíope Yimer Wude Ayalew, de 21 anos, assumiu a ponta no quilômetro 8 ao ultrapassar a tanzaniana Sara Ramadhani e não foi mais ameaçada. Especialista em provas mais curtas e de velocidade, ela demonstrou muita energia completando os 15 quilômetros à frente de James Kwambai, no esperado confronto Homem x Mulher na competição (a prova masculina teve largada apenas 7 minutos depois da feminina).

“No início da prova as quenianas e a tanzaniana estavam num ritmo muito forte e decidi segurar um pouco. No quilometro 8, senti minhas pernas fortes. Estou muito feliz. O Brasil me deu sorte e também estava em um bom dia”, explicou a campeã.

A corredora, muito tímida, tem resultados expressivos como 14min57s23, nos 5.000 metros; 8min35s50, nos 3.000 metros; e 31min06s84, nos 10.000 metros – resultado obtido na Golden Spike Ostrawa, no dia 12 de junho deste ano. Ela ganhou também a 2ª Corrida da Mulher, disputada entre as Docas de Alcântara e a Torre de Belém, em Portugal, quando superou inclusive a queniana Alice Timbilili, campeã da São Silvestre do ano passado.

Ao contrário do pódio masculino, o feminino teve quatro brasileiras: Fabiana Cristine da Silva terminou em segundo lugar, seguida por Marily dos Santos, Edielza Alves dos Santos e Luzia de Souza Pinto. A pernambucana Fabiana comemorou bastante o resultado.

“Decidi treinar para São Silvestre sem ficar preocupada com resultado. Essa foi a minha tática e deu certo”, contou a vice-campeã que está se recuperando de uma lesão no pé esquerdo.

Já Marily dos Santos comemorou muito a terceira posição no pódio e se emocionou ao lembrar da mãe (Maria do Socorro), que teve um AVC e uma parada cardíaca há cinco dias.

“Estava agoniada com a situação dela. Antes de vir para São Paulo, fui visitá-la no hospital e na única visita permitida, ela abriu os olhos e disse que eu iria correr bem. Esse foi o meu presente para ela”, disse a alagoana.

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