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Na Estrada
No pico
Autor: João Paulo Barbosa
Acordei as seis da manhã, ingeri mate gelado com passas secas e escondi a mochila atrás de uma das barracas que havia por perto. Queria subir leve e rápido, para tentar voltar à base no mesmo dia. Meu ritmo me surpreendeu. Subia muito rápido e quase não sentia os sintomas negativos do ar rarefeito. Subia livre, voava, cada vez mais perto do céu.
Sete quilômetros e seiscentos metros mais tarde subia a última e mais alta placa de pedra do topo do Monte Whitney. Eram nove horas da manhã. As nuvens se espalharam e o vento diminuiu. O grupo Expedition Inspiration, conduzido pelo guia Kurt Wedberg (que escalou o Everest em 1995), chegou em seguida.
Poucos momentos na minha vida são tão bons quanto subir uma montanha e encontrá-la com pessoas especiais. Depois de uma hora no topo, feliz da vida, comecei a descer. Observando a paisagem pelo ângulo de quem desce, percebi com melhor atenção as pessoas que subiam. Algumas bem preparadas, mas a maioria se mostrava fora de forma, mal equipada ou equipada em excesso. Percebi a importância da permissão exigida para subir o Monte Whitney. É uma forma prática de limitar o número de andarilhos a 50 por dia, o que protege a trilha contra o impacto excessivo e mantém o ambiente preservado e silencioso.
Com uma sensação de realização interna que sinto sempre que uma escalada dá certo, comecei a matutar o quão propício e prazeroso é realizar a caminhada do Monte Whitney, principalmente para quem está começando. A subida é tecnicamente fácil e sem riscos. Mais interessante ainda foi descobrir, mais tarde, que eu havia chegado ao cume exatamente 126 anos depois que os primeiros exploradores conquistaram o Monte (no dia 18 de agosto de 1873).
João Paulo Barbosa viajou com o patrocínio da American Airlines e da Kanyon Outdoor Sports.
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