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Na Estrada
Os verdadeiros parques nacionais
Autor: João Paulo Barbosa
O monte Whitney está à direita de um grupo de agulhas de granito, que impressionam pela forma e beleza quando avistadas desde a pacata Lone Pine. É uma montanha que atrai desde o caminhante de primeira viagem até os alpinistas de elite. Chega-se ao seu topo caminhando por uma trilha inclinada e muito bem marcada, pelo lado oeste, ou então, usando uma das muitas vias de escalada técnica, pela face leste. Em ambos os casos, preparo físico e bons equipamentos são imprescindíveis.
Dentro do quiosque dos rangers (guarda-parques) que cuidam da montanha, recebi uma má notícia: teria que esperar dois ou três dias pela permissão, se quisesse subir legalmente. E não adiantou explicar que já tinha escalado aqui e acolá e que tinha viajado desde o Brasil só para fazer aquela caminhada. Com americano não tem jeitinho mesmo. A organização e eficiência em relação aos Parques Nacionais de lá são irritantemente exemplares.
Existem dois tipos de permissão. Aquela que vale por um dia, fácil de se obter, mas extremamente limitada, pois a pessoa tem que subir e descer tudo no mesmo dia. E isso em altitude é coisa séria e perigosa. O corpo precisa de uma adaptação gradativa à altitude. Caso contrário, pode ocorrer um edema cerebral ou pulmonar, conseqüências do "mal da montanha". A outra permissão dá direito a acampar na trilha, o que é mais seguro e recomendável. Aproveita-se melhor a natureza e respeita-se o ritmo de aclimatação do corpo.
Meu tempo na Califórnia era limitado. Tinha dois ou três dias para subir a montanha e não para esperar por permissão. Fui checar na prática como era a estrada que leva ao Whitney Portal Trail Head, o portão de entrada da trilha, a 2.548 metros de altitude. Lá existem acampamentos, cachoeiras, pequenas trilhas de passeio e uma loja-bar-centro de informações.
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